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Potência e consumo: sabe a diferença entre cilindrada, cavalagem e torque?

Publicado em 03/12/2021 por Marcellus Leitão

Quando se procura por um carro, muita gente mira logo naquele em que se lê na tampa da mala os números 1.8, 2.0, 2.2…  Quem sabe, por outro lado, você não busque por um japonês antiguinho, com motor 0.8, supereconômico, ou um 5.0 do Mustang GT. Já no passado, muita gente gostava do saudoso Fusca 1.300, ou 1.600.

Mas o que tem por trás desses números, que pesam na decisão de muita gente na hora de adquirir um carro? Você sabe realmente que automóvel comprar quando o assunto é potência? Lembre-se que é preciso juntar nessa equação outras variáveis importantes, como cavalos-vapor, ou torque, por exemplo.

Cilindrada

Vamos começar falando sobre cilindrada, que me refiro aqui na abertura desse texto. A cilindrada, ou litragem, como também é conhecida, refere-se à quantidade de ar que o motor absorve para gerar a combustão proveniente da sua queima com a gasolina, ou outros combustíveis. De forma simples, está relacionada ao volume, em litros, da combinação de combustível e ar que o motor consegue queimar a cada movimento dos pistões.

Essa medida é feita nos cilindros no seu ponto mais baixo do movimento de subida e descida do pistão. Por exemplo: um carro 2.0 significa que o seu motor tem 2.000 cilindradas. Sendo assim, ele é capaz de comportar dois litros da mistura gás/combustível a cada ciclo dos pistões. Geralmente representada em litros, a cilindrada também pode ser indicada em centímetros cúbicos, ou em polegadas cúbicas. Apesar de óbvio, é bom deixar claro que motores com maior cilindrada consomem mais combustível.

Cavalo-vapor

No caso da cavalagem, os cavalos-vapor são outra unidade que responde para o rendimento máximo do motor em velocidades mais elevadas. A definição dessa unidade é árida, mas interessante, pois envolve cavalos (o animal) na sua concepção. É uma unidade de grandeza física e de potência em uma máquina, e representa a força necessária para elevar, em um segundo, um peso de 75 quilos a um metro de altura do solo.

Torque

Este é o momento de força do carro. Aquela sensação que você tem ao passar por um quebra-molas, acelerar e sentir as costas espremidas contra o banco. Claro que isso tem a ver com o tamanho do motor, o que envolve a litragem. Assim, ao acelerar um V8, com 5.0 litros, a sensação é bem mais intensa do que um 1.0 aspirado, lembrando, também, que o consumo de combustível será maior.

Assista: Um Mustang consegue andar com combustível nacional?

Por isso, os veículos de passeio com propulsores maiores, ou mais modernos, privilegiam em seus motores a potência para um desempenho mais prazeroso. Os veículos de carga e ônibus, por exemplo, têm no foco a geração de torque. Em geral, são veículos a diesel, com um motor que não usa velas de ignição e vai queimar a mistura em alta taxa de compressão. Mas esta é uma história para um próximo artigo.

Assista: Motor aspirado ou turbo? Afinal, qual rende mais?

Potência X torque

Mas a engenharia busca acertar o equilíbrio entre as prestações de potência e torque em todos os motores, uma vez que o toque te faz andar em um modelo pequeno e urbano com saídas mais rápidas do sinal, menos trocas de marcha e mais economia. As montadoras de carros sempre apresentam seus produtos com o mote “alto torque em até 1.200 rpm (rotações por minuto)”, por exemplo.

A potência é medida em cavalos-vapor e o torque em duas unidades: Nm (Newton / Metros), ou, a mais comum no Brasil, Kgfm (Quilograma-força / metro), que junta a unidade de força a uma de distância, nesse caso, o metro.

Fazendo um paralelo entre os dois, o torque de um veículo diz respeito à sua capacidade de arrancada, ou retomada, por exemplo. Já a potência, tem a ver com os giros do motor. Ou seja, se levarmos em conta dois automóveis iguais, mas com potências diferentes, o veículo de maior potência completará um mesmo trajeto em um tempo mais curto.

Os resultados dessa quantidade de unidades, quando aplicadas ao deslocamento, é que os cavalos-vapor, a exemplo do torque, variam conforme a rotação do motor. Essa curva de rendimento cresce até o valor máximo, em uma parábola, e depois decresce, tanto para potência quanto torque.

O equilíbrio é importante, pois as curvas de potência máxima e torque máximo são diferentes em seus gráficos, e quanto mais próximas, mais eficientes as respostas dinâmicas do automóvel. Sendo assim, na hora que adquirir um veículo, não fique ligado somente à litragem, mas também à potência e ao torque e sua relação de consumo.

Mas isso tudo, que se desloca com você, calculado à exaustão, precisa de combustível de qualidade para funcionar direito. Por isso, só use postos de confiança na hora de abastecer.

Até a próxima!

Marcellus Leitão é jornalista especializado em automóveis, já tendo passado por importantes veículos da imprensa nacional.

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