voltar

Notícias

Ações Comércio Irregular Eventos Legislação

Em audiência pública da CCJ, em Brasília, presidente do ICL lembra que Senado tem oportunidade decisiva para agir contra devedores contumazes

Publicado em 02/04/2025 por Alessandra de Paula

O combate ao devedor contumaz foi tema de uma audiência pública entre senadores da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e especialistas, realizada na terça-feira (01/04), em Brasília. Entre os participantes, estiveram Emerson Kapaz, presidente do Instituto Combustível Legal (ICL), e Mozart Santos Rodrigues Filho, diretor executivo do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom).

A discussão girou em torno do substitutivo (versão alternativa) do relator, senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), para dois projetos que tramitam em conjunto: o projeto de lei do Senado (PLS) 284/2017 e o projeto de lei complementar (PLP) 164/2022. A proposta inclui, entre as penalidades contra as empresas devedoras, desde a suspensão de benefícios fiscais até o pedido de falência.

O debate abordou a necessidade de regulamentação do conceito de devedor contumaz no Brasil, destacando seus impactos na concorrência e na arrecadação tributária. A maioria dos palestrantes defendeu a definição clara desse tipo de devedor para coibir práticas ilícitas, como sonegação e concorrência desleal, sem prejudicar empresas em dificuldades financeiras.

Sonegação bilionária afeta sociedade

Durante a audiência, Emerson Kapaz destacou que, apenas no setor de combustíveis, as perdas decorrentes de sonegação, adulteração e fraudes operacionais chegam a R$ 30 bilhões por ano, afetando tanto o governo federal quanto estados e municípios.

O presidente do ICL mencionou, ainda, um estudo publicado pelo Fórum Nacional de Segurança Pública, que analisou a atuação do crime organizado nas cadeias produtivas do Brasil. Segundo ele, o crime já obtém mais lucro explorando esses setores do que com o tráfico de cocaína, diversificando suas operações por meio da sonegação fiscal, adulteração de produtos e falsificação.

“É necessária a aprovação urgente do projeto que caracteriza os devedores contumazes, proposta que tramita desde 2018 no Congresso. O Senado tem uma oportunidade decisiva para agir contra empresários que atuam de forma ilícita”, ressaltou Kapaz.

Uma iniciativa importante, segundo o presidente do ICL, foi a criação, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), de um núcleo dedicado ao combate ao crime organizado na cadeia de combustíveis. “As irregularidades ocorrem em toda a cadeia produtiva, desde a extração até os postos de abastecimento, envolvendo empresas de transporte, fintechse distribuidoras”, alertou.

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Leia também:

Força-tarefa fecha posto no Rio de Janeiro por fraudes nas bombas de combustível e outras irregularidades

 

Gostou dessa notícia? Compartilhe!

Últimas notícias

Fique por dentro do setor

Inscreva-se na nossa newsletter e receba notícias e conteúdos exclusivos mensalmente.


*As informações cadastradas por este formulário são para uso exclusivo do Instituto Combustível Legal (ICL). Com essas informações podemos oferecer um conteúdo mais adequado a seu perfil.