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Prêmio ICL de Jornalismo, promovido pelo Instituto Combustível Legal, revela os vencedores da edição 2025 

Publicado em 19/11/2025 por Alessandra de Paula

O Instituto Combustível Legal (ICL) celebra cinco anos de trabalho árduo em prol do mercado honesto de combustíveis e para celebrar lançou o Prêmio ICL de Jornalismo. A premiação reconhece autores de trabalhos jornalísticos que abordem os impactos do mercado irregular de combustíveis na sociedade e as ações para combatê-lo.  

E os grandes vencedores da edição 2025 já foram escolhidos! O 1º lugar, na categoria Texto, foi para o jornalista Eduardo Gonçalves, do jornal O Globo, com a reportagem “Lavagem digital: fintechs movimentaram R$ 28 bi de facções criminosas em 6 anos, segundo investigações”.  

A reportagem mostra o fenômeno da “lavagem digital”, que envolve o uso de fintechs e bancos digitais por organizações criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), para movimentar e blindar recursos provenientes do tráfico de drogas. Parte desse montante circulava no setor de combustíveis.  

Duas semanas depois da publicação da reportagem, o Ministério Público de São Paulo, a Receita Federal e a Polícia Federal deflagraram operações para combater a infiltração do crime no mercado de combustíveis, o que também contemplava o uso de fintechs e bancos digitais a serviço dos criminosos. 

Confira: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/08/28/lavagem-digital-investigacoes-ja-apontavam-usos-de-fintechs-para-movimentar-dinheiro-de-facoes-criminosas.ghtml 

Já na categoria Áudio e TeleJornalismo, o 1º lugar foi para o jornalista Bruno Tavares, do Fantástico, com a reportagem “Vídeos e documentos exclusivos revelam detalhes de esquema bilionário de operação contra o crime no mercado de combustíveis”.  

O foco da matéria foi a investigação de uma força-tarefa que mostrou como uma organização criminosa ligada ao PCC importava derivados de petróleo como metanol e nafta para usar na adulteração de combustíveis.  A Receita Federal identificou cerca de 1.200 postos de combustíveis ligados ao grupo criminoso e diz que eles movimentaram mais de 54 bilhões de reais. Imagens inéditas revelaram criminosos sendo presos e bens de luxo comprados por eles. 

Confira: https://globoplay.globo.com/v/13888827/  

Destaque especial 

A menção honrosa do Prêmio ICL de Jornalismo foi para a editora Beatriz Araújo, do Jornal da Record, com uma reportagem sobre Roberto da Silva, conhecido como Beto Louco, um dos alvos da Operação Carbono Oculto, que já havia sido denunciado por adulterar gasolina e álcool.  

Além da investigação do Ministério Público de São Paulo, a matéria explicou como a lavagem de dinheiro no setor se tornou um dos principais interesses do crime organizado. 

Confira: https://www.youtube.com/watch?v=7hZB_2OMeyc

O Prêmio ICL de Jornalismo reforça o compromisso do instituto com o mercado ético de combustíveis, atuando em apoio às autoridades no combate às irregularidades no setor.   

“É importante destacar o trabalho da imprensa séria, que dá visibilidade aos desafios enfrentados pelo setor, contribuindo para alertar as autoridades e também os consumidores”, ressaltou Kapaz, em entrevista ao site do ICL. 

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