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Do combustível de qualidade à manutenção correta, confira alguns cuidados essenciais que todo motociclista precisa adotar

Publicado em 26/08/2025 por Marcellus Leitão

Você já ouviu falar em redundância? No mundo da aviação, esse conceito é vital. Sistemas duplicados — ou até triplos — garantem a segurança dos voos. Já nos automóveis modernos, sensores e eletrônica embarcada detectam falhas e evitam pane total. Mas e nas motocicletas?

A realidade sobre duas rodas é bem diferente. Pela própria natureza do projeto — leveza, simplicidade e custo reduzido —, a maioria das motos não conta com sistemas de redundância. Elas exigem algo que não pode ser substituído totalmente pela tecnologia: a atenção e a responsabilidade do piloto.

Segurança começa com os olhos

Em uma motocicleta, podemos dizer que a redundância é o próprio condutor. É ele quem percebe um pneu murcho, um ruído estranho ou uma luz queimada. Por isso, fazer uma inspeção visual antes de sair de casa ou do trabalho com a moto deve ser tão rotineiro quanto colocar o capacete.

A pressão e o estado dos pneus são cruciais. Um pneu murcho pode comprometer a dirigibilidade e aumentar o risco de acidente. E não subestime uma simples tampa de válvula: a ausência dela já causou acidentes sérios por conta de esvaziamento repentino do pneu após a calibragem. Freios também precisam de atenção redobrada. Verifique regularmente o estado das pastilhas, discos e o nível do fluido. Um sistema de frenagem eficiente pode ser a diferença entre um susto e uma tragédia.

Combustível de má qualidade: inimiga silenciosa

Abastecer com aquele combustível barato, com preços bem fora da média, pode parecer uma bela economia no curto prazo, mas não se engane, pois os prejuízos surgem rápido. Gasolina de má qualidade compromete o desempenho do motor, aumenta o consumo, entope bicos injetores e danifica velas de ignição. Em motos, que têm motores menores e mais sensíveis, o impacto é ainda mais severo.

E o pior: ficar parado no meio da via, ou mesmo em um viaduto, por falha de combustível, além de perigoso, é completamente evitável. Sempre abasteça em postos de confiança e desconfie de promoções milagrosas. É melhor pagar um pouco mais e garantir a saúde do motor — e a sua segurança.

Equipamento não é frescura. É sobrevivência.

Muitos motociclistas negligenciam o uso de equipamentos de proteção. É sempre bom lembrar que botas, luvas, jaquetas com proteção e capacete com certificação não são itens opcionais: são essenciais para preservar a vida em caso de queda.

Lembre-se: roupa adequada salva pele, ossos e, muitas vezes, vidas. E não basta apenas ter os equipamentos. Eles devem estar em bom estado, bem ajustados e apropriados ao clima.

Pilotando na cidade: atenção redobrada no trânsito urbano

Circular de moto na cidade exige atenção total. O trânsito urbano é dinâmico e cheio de variáveis: pedestres apressados, motoristas distraídos, ciclistas, buracos e faixas muitas vezes mal sinalizadas. Para se proteger, o motociclista deve antecipar movimentos, manter distância segura dos veículos, evitar andar no ponto cego dos carros e não forçar passagens entre filas de trânsito parado, os famosos “corredores”, especialmente em alta velocidade.

É importante evitar comportamentos de risco, como usar o celular ao pilotar, trafegar acima do limite de velocidade. Também não se deve pilotar cansado ou com sono, nem usar calçados inadequados, como chinelos. A regra de ouro é clara: o motociclista deve sempre agir como se não fosse visto, assumindo uma postura de autoproteção constante. Afinal, mais importante que chegar rápido é chegar bem.

Antes da estrada, planejamento

Viajar de moto é uma experiência única. A sensação de liberdade, o vento no rosto, a conexão direta com a estrada. Mas para que o passeio não se transforme em pesadelo, planejamento é indispensável.

Confira como está o tempo, trace o percurso com pontos de parada definidos e evite rodovias com histórico de acidentes. Priorize sair cedo — pela manhã, há menos chances de chuva e menor fluxo de veículos pesados.

Seja previsível. Mostre suas intenções, sinalize, mantenha distância dos veículos à frente e evite pontos cegos. Em pistas molhadas, cuidado redobrado com manchas de óleo, que ficam visíveis por reflexos coloridos na água — verdadeiras armadilhas escorregadias.

Use viseira limpa e óculos escuros se o dia estiver claro. Eles protegem os olhos do vento, poeira, insetos e do sol. E, por fim, evite ultrapassagens arriscadas. A pressa é inimiga da segurança.

Antes de sair, faça um checklist básico:

  • Utilize sempre os equipamentos de segurança
  • Pneus calibrados
  • Óleo no nível correto
  • Filtros e pastilhas de freio em dia
  • Luzes funcionando
  • Fluido de freio revisado
  • Documentos ok

E lembre-se: complete o tanque em um posto de confiança e sempre peça a nota fiscal. Somente com ela é possível realizar uma denúncia e exigir seus direitos de consumidor.

Em algumas regiões, pode ser difícil encontrar combustível de qualidade na estrada.

Marcellus Leitão é jornalista especializado em carros e motos e já atuou em importantes veículos da imprensa especializada.

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