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‘Conexão Rodovias’: durante evento em Brasília, ICL reforça necessidade de agenda permanente sobre desafios dos postos de rodovias e uso de biodiesel

Publicado em 20/04/2026 por Alessandra de Paula

O Instituto Combustível Legal (ICL) participou do Conexão Rodovias, um dos principais encontros do setor de combustíveis e transporte rodoviário do país, realizado dia 09 de abril, em Brasília.  Com o tema “Posto forte, estrada viva. Brasil em movimento”, o evento reuniu empresários, gestores, especialistas e representantes de entidades nacionais para discutir os desafios e soluções dos postos de rodovias no Brasil.

A programação incluiu palestras com especialistas sobre temas como infraestrutura, eficiência operacional, mercado de combustíveis, biodiesel e inovação no setor.

Carlo Faccio, diretor do ICL, que participou de painel sobre o futuro do biocombustível, ressaltou que a demanda por eventos focados em rodovias é uma solicitação antiga do mercado.

“Nós estamos falando aqui de biodiesel, estamos falando de um formato diferente de atendimento aos consumidores (veículos de passeio e caminhoneiro), de algumas exigências que o posto de rodovia deve ter como proposta de valor. Foi um encontro muito positivo, inclusive de conexão com o revendedor de rodovia, que agora irá se tornar uma agenda permanente para discussões de pontos que são relevantes para esse público e, claro, para a revenda”, ressaltou.

De acordo do Faccio, no encontro, foi possível chegar a um consenso sobre a necessidade de uma discussão mais profunda sobre o incremento do biodiesel no diesel, no que se refere às garantias de qualidade, de fiscalização e da eficiência energética sem gerar grande impacto para o caminhoneiro e para as empresas transportadoras.

“O evento foi importante para criar uma agenda de discussão, e o ICL, junto com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), pretende discutir melhorias para esse ambiente”, destacou o diretor do ICL.

O papel da ANP no monitoramento do biodiesel

Julio Nishida, superintendente de fiscalização do abastecimento da ANP, ressaltou durante o evento o empenho da instituição para coibir as irregularidades no mercado de biodiesel, principalmente no que diz respeito ao cumprimento do percentual da mistura obrigatória de biodiesel no diesel, que aumentou de 12% para 14% em 2024, e para 15% em 2025.

“Vimos um descumprimento generalizado quando aumentou de 12% para 14% e seguimos monitorando, realizando uma série de ações, inclusive uma atuação conjunta inédita com o Ministério de Minas e Energia, com doação de equipamentos de alto custo para medição em campo, garantindo o retorno do índice de conformidade a níveis históricos”, lembra.

O superintendente lembrou que esse é, hoje, o principal desafio e a principal irregularidade presenciada pela fiscalização com relação ao biodiesel, já que, segundo explicou, esse tipo de fraude causa grande problema concorrencial entre quem está cumprindo as regras e quem tem acesso ao produto sem biodiesel, tipicamente com custo menor.

Outra questão apontada por ele foi a não conformidade do diesel B, com o teor de contaminação aumentando ao longo da cadeia, desde os produtores até os distribuidores. Para resolver o problema, o superintendente lembrou que a ANP atuou junto aos produtores com ações corretivas.

Nishida também destacou a criação, em 2024, do programa de monitoramento do biodiesel, o PMQ-Bio. “O monitoramento mostrou que, aquele problema de não conformidade, detectado de forma regional, existia em vários outros pontos do país. A partir daí, começamos um ciclo de fiscalização, com novas ações corretivas, conseguindo retomar os teores de qualidade, não apenas do diesel B, mas agora, também, do B100”, completou.

Parceria entre ICL e Fecombustíveis para enfrentamento das irregularidades

João Carlos Dal’Aqua, vice-presidente da Fecombustíveis, e presidente do Sindicato dos Postos de Combustíveis do Rio Grande do Sul (Sulpetro), ressaltou a importância da parceria com o Instituto Combustível Legal (ICL) no combate às irregularidades no mercado de biocombustíveis, como os produtos vendidos sem biodiesel, além de fraudes volumétricas e de qualidade.

“O ICL é um agente extremamente importante, inclusive auxiliando os órgãos na identificação dos problemas. A principal questão é a qualidade. A revenda está fazendo sua parte, orientando, mas a gente não tem condições de medir o percentual de biodiesel, a gente não sabe nem qual é a origem do biodiesel. Precisamos aprender a trabalhar com esse produto, então nossa principal recomendação é: ‘vamos aprender juntos’ e com calma, porque, se não, o consumidor reclama, todo mundo reclama, mas o posto não é responsável por isso”, frisou.

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