Governo do Rio vai integrar ação de órgãos do estado para combater sonegação e comércio irregular de combustíveis
Publicado em 01/06/2026 por Jean SouzaIniciativa conjunta visa a identificar empresas utilizadas pelo crime organizado
O Governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou a integração da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para intensificar o trabalho de combate à sonegação fiscal e ao comércio irregular de combustíveis. A nova resolução define as competências desses órgãos na atuação integrada para fiscalizar as principais rodovias e postos de controle das divisas do estado.
A Sefaz é responsável pelo planejamento, monitoramento e execução da fiscalização tributária. O apoio na segurança dos agentes que atuam nas Barreiras Fiscais caberá ao GSI, que anunciou a ampliação da presença nas rodovias do Rio para reforçar, prioritariamente, o combate à sonegação nos setores de combustíveis e cigarros.
Em entrevista ao Instituto Combustível Legal (ICL), o delegado Roberto Lisandro Leão, chefe do GSI, explica o que passa a ser prioridade com a nova configuração institucional. “As fiscalizações serão precedidas de trabalho de inteligência, o que dará maior eficiência às ações”, confirmou.
Combate à atuação do crime organizado
Leão assumiu a pasta há pouco mais de um mês e foi nomeado pelo desembargador Ricardo Couto, governador em exercício do Rio. Segundo o delegado, “a atividade de inteligência é fundamental para identificar as possíveis empresas utilizadas pelo crime organizado, bem como seus colaboradores e operadores”.
Ele também afirma que a integração do GSI com a Secretaria de Fazenda e o fortalecimento do fluxo de informações entre as duas estruturas terão papel fundamental nessa identificação entre as empresas regulares e irregulares.
Aumento da receita estadual
Para o chefe do GSI, um resultado imediato dessa mudança de estrutura e ação integrada com a Sefaz é o aumento da receita. “Esse aumento da arrecadação tributária já traz uma reversão automática para a população, tendo em vista que o dinheiro será revertido em políticas públicas do Estado. Além disso, haverá uma regulação maior da concorrência entre os fornecedores, o que beneficia o consumidor tanto nos preços quanto na segurança e na qualidade do combustível”, declarou.
Leão afirma que as duas secretarias estão ajustando os protocolos de atuação para que as operações comecem em breve, com resultados mais efetivos.
Também diz que a tendência é haver cada vez mais estreitamento entre o Governo do Estado e parceiros como a Polícia Federal; a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP); e a Receita Federal. “Ninguém que tenha atividade sujeita à fiscalização ficará fora das regulações e do acompanhamento dos órgãos competentes”, afirma.
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